Última modificação por Janayna Greve, em 29/07/2019.

Imagem: Reprodução / Pexels

Já pensou em fazer voluntariado fora do Brasil? O voluntariado faz parte da cultura da Nova Zelândia, é visto como uma maneira positiva de contribuir para a sociedade dando suas habilidades e seu tempo para outras pessoas.

O que é voluntariado?

O voluntariado é o trabalho que as pessoas fazem em seu próprio tempo de forma gratuita. As pessoas na Nova Zelândia se oferecem para ajudar grupos comunitários sem fins lucrativos a fornecer serviços muito necessários.

A maioria dos voluntários na Nova Zelândia dia que é muito gratificante e uma ótima maneira de aprender nova habilidades, fazer amigos e obter experiência de trabalho.

Para os recém-chegados, o voluntariado também oferece oportunidades para aprender sobre a cultura da Nova Zelândia e praticas o inglês.

Por que fazer voluntariado?

As pessoas escolhem ser voluntárias por vários fatores - elas podem estar desempregadas, aposentadas ou ter habilidades e algum tempo livre que desejam usar para ajudar os outros. Ao se tornar um voluntário, você não apenas ajuda outras pessoas, mas também pode ajudar a si mesmo.

Muitos migrantes optam por se voluntariado como uma forma de obter experiências de trabalho locais que os ajudem a conseguir emprego facilmente. Ter voluntariado listado no seu currículo mostra aos empregadores que você está disposto a se envolver na comunidade.

Os empregadores gostam de ver isso e isso pode ajudá-lo a conseguir um emprego, mesmo que o trabalho voluntário não esteja relacionado ao trabalho que deseja. Algumas organizações voluntárias também lhe darão uma referência para ajuda-lo a garantir um trabalho remunerado.

Quem pode ser voluntário?

Se você tem um visto de estudante, visitante ou trabalho, você pode ser capaz de se candidatar a um trabalho voluntário fornecendo seu tempo e suas habilidades para o público.

Você não deve receber nenhum pagamento ou recompensa que possa ser valorizado em termos de dinheiro, como acomodação ou alimentação, pelo trabalho que você faz como voluntário.
Se o seu visto de trabalho especifica um empregador, ocupação ou região, qualquer trabalho voluntário deve ser em adição ao trabalho pago que você exerce.

Que tipos de atividades os voluntários podem fazer?

Que tipos de atividades os voluntários podem fazer? Há todos os tipos de atividades nas quais você pode se envolver. Algumas funções podem precisar de habilidades especializadas e um compromisso contínuo e regular de tempo, mas muitas não.

Os tipos de atividades que você pode fazer variam de administração, contabilidade e pesquisa a jardinagem, varejo, ensino e esporte.

Ao pensar em voluntariado, é importante considerar que tipo de pessoa você é e que tipo de experiência você deseja. Aqui estão algumas perguntas para se fazer:

- Eu prefiro trabalhar sozinho ou com os outros?
- Eu quero a chance de praticar meu inglês?
- Eu quero usar as habilidades que eu já tenho ou aprender novas?
- O que eu realmente gosto de fazer e como posso contribuir melhor?
- Prefiro trabalhar com certos tipos de pessoas, por exemplo, outros migrantes, crianças, idosos ou com certos tipos de animais, por exemplo, gatos, cães ou pássaros?
- Eu prefiro trabalho prático, como fazer coisas ou jardinagem, ou pensar em trabalho, como escrever ou contabilidade?
- Quanto tempo posso me ocupar?

Como encontrar um trabalho voluntário na Nova Zelândia?

Na Nova Zelândia há Centro de voluntários Regionais, e basicamente o seu centro de voluntários local pode ajudá-lo a encontrar oportunidades de voluntariado. Eles ajudarão você a encontrar uma organização adequada e a combiná-lo com um papel. 

Verifique seu centro de voluntários local no site Volunteering New Zealand, através deste link http://www.volunteeringnz.org.nz/finding-volunteer-roles/.
Ou você pode entrar em contato diretamente com as organizações para perguntar sobre oportunidades de voluntariado, procurar em quadros de avisos da comunidade, como aqueles em seu centro comunitário local, biblioteca ou supermercado, ou pesquisar sites on-line como o SEEK.
Existem centenas de grupos em todo o país que dependem de voluntários e oferecem oportunidades de voluntariado. Aqui estão alguns exemplos:

Experiência de brasileiras com voluntariado na Nova Zelândia

No Brasil, eu já havia feito voluntariado e devido algumas circunstâncias após minha mudança para NZ, não estou fazendo AINDA, então eu busquei relatos de experiências extraordinarias de nossos conterrâneos que fizeram/fazem voluntariado por aqui na NZ. Os relatos são inspiradores, pois até para quem está no Brasil, o voluntariado te traz experiências únicas, adquire experiencia no mercado de trabalho, você ajuda a comunidade e ganha auto-conhecimento. 🙂

Maricia Krewer: "Eu trabalho aqui em Auckland como Support Worker, e no brasil era psicologa. Eu estava um pouco cansada ano passado de trabalhar somente com pessoas e pensei num voluntariado que me mostrasse algo diferente. Procurei algumas áreas, zoo, questões ambientais, etc e acabei achando a instituição "bird rescue charitable trust" onde eu poderia trabalhar com os pássaros e era fácil pra mim, porque era perto da minha casa. A instituição é um hospital de animais selvagens e resgatados, eles fazem um treinamento de 3 semanas (eu trabalhava só um turno por semana porque era o tempo que eu tinha livre) e você vai trabalhando com os pássaros conforme a complexidade dos casos.
Eu trabalhei de abril do ano passado até abril desse ano e eu sai porque arrumei um trabalho no turno que tinha livre. Aprendi muito lá sobre os pássaros, conforme você vai aprendendo vai "passando de nível" de tipos de pássaros e então não achei um trabalho monótono ou que você não vê uma evolução. A equipe é muito legal e se eu tiver tempo novamente, eu pretendo voltar na época de maior demanda (primavera). Eu ja tinha feito vários trabalhos voluntários no Brasil mas aqui eu sentia a necessidade de fazer algo por esse país maravilhoso que me deu muitas coisas boas. Me sinto em dívida. O site da instituição é https://birdrescue.org.nz/ e no próprio site tem uma parte que se chama "get involved", que dá instruções para quem quiser fazer voluntariado lá."

Júlia Melo: "Moro na Nova Zelândia há mais de um ano e desde que cheguei estou envolvida em trabalho voluntário. Comecei a me voluntariar como uma forma de conhecer pessoas, me sentir parte da comunidade e adquirir a tão importante experiência profissional na Nova Zelândia. Na minha percepção, diferentemente do Brasil, a cultura Kiwi valoriza o trabalho voluntário como se fosse trabalho remunerado.
O primeiro voluntário que fiz consegui com a ajuda de uma ONG chamada Wellington Volunteer, que conecta pessoas interessadas em ajudar com entidades que estão procurando alguém. A pessoa vai nesta organização, consegue ver o anúncio das vagas disponíveis e pode se candidatar para aquelas mais próximas ao seu interesse ou experiência.
Logo depois, fiquei sabendo que a organização "Kate Sheppard Place Women" estava precisando de voluntários. Fiz parte do time por seis meses, trabalhando na área de comunicação e marketing, algo novo para mim e que me possibilitou desenvolver habilidade e ter experiência no setor. Infelizmente a entidade fechou, e comecei a procurar novas oportunidade de me voluntariar.
Utilizando o site Do Good Jobs, me candidatei para uma posição de liderança no setor de mídias sociais da entidade "Youth Arts New Zealand". Depois de algumas entrevistas fui convidada a fazer parte desta nova equipe e, hoje, trabalho com eles há 4 meses.
Sou também professora de português voluntária na minha cidade e já atuei em outras entidades auxiliando em projetos de curta-duração. Meu trabalho voluntário na Nova Zelândia foi reconhecido por meio do prêmio Volunteer Connect Award 2019.
Acredito que o trabalho voluntário na Nova Zelândia é extremamente valorizado. É uma forma de conhecer pessoas, aprender sobre a cultura do país, auxiliar na procura de emprego e, mais importante, contribuir positivamente na comunidade.
Existem diversas oportunidades para se voluntariar aqui, mas a pessoa deve ter em mente que na maioria das vagas haverá um processo seletivo, análise de carta de apresentação, currículo, entrevista e, dependendo da entidade, verificação de antecedentes criminais. Como dicas de onde procurar oportunidades eu indico: Volunteer Wellington (https://volunteerwellington.nz/); Volunteering New Zealand (https://www.volunteeringnz.org.nz/); Do Good Jobs (https://dogoodjobs.co.nz/volunteer-jobs/); Seek (https://seekvolunteer.co.nz/); Help tank (https://helptank.nz/); e Collaborate (https://www.letscollaborate.co.nz/)."

Michele Trindade: "Sou Consultora SAP em Inteligência nos Negócios e fui professora universitária na área de Tecnologia quando morava no Brasil. Assim que cheguei em Auckland, busquei por voluntariado na minha área de atuação. Foi onde encontrei o projeto She Loves Data e entrei em contato com os organizadores me candidatando como voluntária através do site deles. O projeto tem como objetivo inspirar mulheres a seguir carreira em Tecnologia, oferecendo educação e eventos para as participantes que buscam um rumo, aprender os fundamentos da análise de dados e Business Intelligence e encontrar a sua #DataTribe.
As oficinas do She Loves Data são para mulheres de todas as esferas da vida e ensinam as noções básicas de análise de dados, sem experiência prévia necessária. Os workshops são ministrados por especialistas no assunto, ativos nos campos de Análise de Dados, Ciência de Dados e / ou Visualização de Dados.
Como voluntária, dou suporte aos palestrantes durante as sessões, atuando como tutora, tirando dúvidas das participantes nas sessões práticas. Sou grata pela oportunidade de ajudar com que outras mulheres se tornem confiantes na área e busquem por sua independência.
O momento que mais me marcou sem dúvida foi no último evento ocorrido em julho do ano passado, com a presença de mais de 100 mulheres num dos auditórios da AUT. Eu estava grávida e foi inspirador ouvir os relatos de uma das palestrantes que iniciou carreira em Data Science após a maternidade. Essa experiência contribuiu com a melhora na minha comunicação, me ajudou a criar networking e a ter uma ideia do mercado da área na Nova Zelândia. As relações que construí por meio do projeto me levaram a oportunidades de trabalho, novas amizades e acesso a treinamentos e eventos exclusivos em Auckland.
Sempre fiz voluntariado, em diversas frentes: desde de aulas de programação de computadores para adolescentes, orientação profissional para jovens em busca do primeiro emprego, até voluntariado em eventos esportivos.
O voluntariado para mim é uma oportunidade de contribuir com a melhora da comunidade, e no caso de uma experiência internacional, também uma forma de melhorar a comunicação em outro idioma e conhecer pessoas com mesma afinidade.

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Este post foi criado em parceria com:

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