Imagem: Reprodução / NZ Brasil

Escrevo este artigo há pouco mais de uma hora do pronunciamento oficial da Primeira Ministra Jacinda Ardern em relação ao desdobramento da crise decorrente do COVID-19. Iremos esclarecer o que foi comunicado pela ministra, qual a situação atual do país e o que esperar para os próximos dias.

Os números

Ao momento que escrevo este post, a Nova Zelândia possui 53 casos confirmados de COVID-19, dos quais ainda não houveram fatalidades, 3 pessoas se encontram hospitalizadas, e ao menos 2 dos 53 casos não tem ligação direta com viagens ao exterior, o que aumenta a chance de que o processo de contaminação comunitária já tenha se iniciado.

Comunicado oficial da PM Jacinda Ardern

As 12:00pm NZT, a Primeira Ministra Jacinda Ardern direcionou seu primeiro comunicado oficial à nação em relação a crise decorrente do COVID-19, esclarecendo as ações que o governo vem tomando na tentativa de contenção do vírus e das novas medidas a serem adotadas a partir de hoje.

Foi criado um sistema de alerta nacional, dividido em 4 diferentes níveis:

Nível 1- Preparar
Representa a situação em que o país se encontrava há algumas semanas, com casos diretamente relacionados com viagens ao exterior e baixo risco de contaminação comunitária. Nesse nível as principais medidas à serem adotadas são: 1) medidas restritivas na fronteira; 2) rastreamento do contágio; 3) testes intensivos de COVID-19; 4) medidas protetivas e de auto-isolamento; 5) proibida a reunião de mais de 500 pessoas; 6) recomendações para que se fique em casa, caso você se sinta doente; 7) incentivo ao distanciamento social e 8) recomendações de boa higiene.

Nível 2 - Reduzir
Representa um alto risco de contração do COVID-19 pela população. Entre as medidas adotadas pelo governo enquanto neste nível de alerta: 1) maximização de restrições na fronteira; 2) maiores restrições para aglomeração de pessoas; 3) medidas de distanciamento social em transportes públicos; 4) limitações à viagens não-essenciais dentro do país; 5) empresas e pessoas são instruídas a trabalharem de casa, se possível; 6) plano de continuidade para os negócios locais acionado e 7) pessoas acima de 70 anos ou do grupo de alto risco devem permanecer em casa em isolamento.

Nível 3 - Restringir
Transmissão comunitária iniciada com múltiplos outbreaks de contaminação pelo país. As medidas a serem adotadas neste nível são: 1) limite e controle de viajens às regiões mais afetadas; 2) escolas e institutos educacionais fechados; 4) aglomerações públicas canceladas; 5) alguns negócios e empresas onde há aglomeração pública são fechadas (ex.: academias, museus e praças de alimentação); 6) empresas e pessoas começarão a trabalhar de casa de forma compulsória e empresas de alguns serviços não-essenciais podem ser fechadas; 7) atendimentos de saúde de primeira instância passam a ser remotos e 8) cirurgias e procedimentos eletivos em hospitais são cancelados para dar prioridade ao tratamento do COVID-19.

Nível 4 - Eliminar
Nível de alerta mais alto e será acionado caso haja uma situação crítica de contaminação no país, com contágio consistente por todo o país. Se chegarmos a esse nível de alerta, serão medidas adotadas pelo governo: 1) todas as pessoas são instruídas a ficar em casa; 2) todos as empresas de serviços não-essenciais são fechadas; 3) começa o racionamento de suprimentos e o governo poderá requisitar que prédios e instalações sejam convertidas para ajudar no combate ao COVID-19; 4) viagens serão severamente limitadas e 5) total reestruturação da priorização nos sistemas de saúde.

Veja o comunicado oficial (em Inglês) do governo: https://covid19.govt.nz/assets/COVID_Alert-levels_v2.pdf

Hoje o país se encontra no Estado de Alerta de Nível 2, porém a ministra indicou que a situação vem evoluindo rapidamente e que mudanças nos níveis podem ocorrer a qualquer momento. Ela também indicou que o governo poderá emitir níveis de alerta distintos para as diferentes regiões do país.

A ministra pediu calma no momento de crise e reafirmou que a cadeia de suprimentos do país encontra-se plenamente operacional e que não há motivos para se estocar comida e suprimentos em casa, uma vez que a falta de produtos nos mercados reflete o aumento considerável da demanda e não um problema de abastecimento ou de oferta de produtos.

O que esperar para os próximos dias?

Você deve ter percebido que não estamos mais falando em semanas, mas sim em dias. Isso decorre do fato de que a situação de crise está evoluindo tão rapidamente que se tornou impossível prever minimamente como o país estará em um horizonte maior do que alguns dias.

A expectativa é de que apesar de a ministra ter pedido calma à população, filas em mercados e a falta de produtos devem se acentuar rapidamente e há quem diga que é mais do que inevitável chegarmos ao alerta de nível 3, eventualmente. A pergunta que fica é: quando? E a resposta? No momento acreditamos ser impossível de saber. Pode acontecer em meses, como pode acontecer amanhã.

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Atualização COVID-19 21/03/2020
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